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Portugal (ainda) precisa de Jesus!

 

Jesus de Nazaré, um judeu, encontrou uma mulher samaritana em Sicar e geralmente os judeus não se comunicavam com os samaritanos; inclusive, para não passar perto deles, davam uma grande volta. 

Esta história está descrita no capítulo quatro do Evangelho de João e fala de uma mulher que levou o Evangelho à sua cidade e aos seus habitantes, depois de ter sido alcançada por Jesus, depois de ter provado a única Água que sacia a sede espiritual.


Em primeiro lugar, convêm lembrar que no início do relato, o evangelista utiliza a expressão “era necessário Jesus passar por Samaria” (João 4:4). Tal como naquela altura, Jesus está interessado que o Evangelho alcance as vidas e os corações em qualquer lugar do nosso planeta… e também em Portugal! Deus quer que todo o homem e mulher sejam salvos e venham ao conhecimento da verdade (1 Timóteo 2:4). 


A maneira como Jesus Se aproximou dela foi fantástica. Era uma mulher que simplesmente ia buscar água, algo essencial para a sobrevivência, e ainda por cima a uma hora em que normalmente ninguém ia (ao meio-dia). Para muitos, ela seria uma pessoa improvável — provavelmente ninguém apostaria nela, nenhuma igreja a enviaria, muito menos uma agência missionária ou denominação. 


É verdade que Jesus viu nela o potencial de ser uma evangelista, mas antes disso viu a sua maior necessidade: a transformação espiritual. Depois disso, ela tornou-se uma colaboradora de Jesus, porque foi rapidamente falar com as pessoas da sua terra e da sua cultura — pessoas que ela conhecia melhor do que ninguém — e convidou-as a irem até Jesus.


Agora a questão é: quantos de nós estamos dispostos a ir às nossas aldeias, vilas, cidades e concelhos que ainda não foram alcançados e levar o verdadeiro Evangelho?


Talvez não saibas, mas Portugal continua a ter 29 concelhos por alcançar.* Ou seja, nesses concelhos, não há nenhuma igreja evangélica de nenhuma denominação. Quantos de nós estamos dispostos a sair do lugar onde residimos? Do nosso conforto? Do nosso refúgio? 


Quantos estaríamos dispostos a ir estudar para uma universidade na área ou exercer uma profissão noutro lugares, a partir daí, dar oportunidade aos vizinhos de participarem numa reunião em casa e ouvirem falar do amor de Deus, de acordo com os nossos pastores e igrejas para nos apoiarem nessa tarefa? As nossas igrejas de origem poderiam ir até lá e fazerem evangelismo e cultos ao ar livre para dar a conhecer o Evangelho libertador de nosso Senhor Jesus Cristo. 


Pregar a Palavra não é só para quem foi a um Instituto bíblico ou é consagrado. Cada crente no lugar onde está deve ser uma testemunha de Jesus, um missionário, deve preocupar-se em levar as Boas Notícias.


Talvez alguém da tua família tenha uma casa num desses concelhos não alcançados e possa disponibilizá-la para realizar reuniões uma vez ao mês ou cada dois meses. Poderia falar com o seu pastor e disponibilizar esse espaço para que equipas da sua igreja — ou de uma igreja próxima — possam ir lá evangelizar.

 

A verdade é que, no tempo de Jesus, não existiam os meios que temos hoje: estradas, comboios, autocarros, carros, materiais, entre outros… e mesmo assim o trabalho era feito.


Em Portugal, muitas igrejas das Assembleias de Deus começaram exatamente assim, em tempos muito mais difíceis e até no meio de perseguição — e funcionou.


Não podemos ficar indiferentes às necessidades da nossa terra e do nosso país. É importante e urgente fazermos mais pelos nossos. Portugal precisa do Evangelho da salvação.


Vamos começar por orar por estratégia, colocar no nosso coração o peso pelos concelhos não alcançados e fazer a diferença com oração e ação.


É tempo de despertar. A vinda de Jesus está próxima. Há urgência em fazer mais e melhor por Portugal.


À pergunta “A quem enviarei e quem há de ir por nós?”, o Senhor continua à espera de uma resposta: “Eis-me aqui, envia-me a mim.” 


Ora todos os dias e intercede pelas pessoas que não conhecem Jesus, nos concelhos não alcançados de Portugal.


Paulo Branco

Pastor presidente

AD Almada