Falar de namoro nunca é irrelevante… Em cada geração surgem as mesmas perguntas: Qual é a idade certa para namorar? Posso ter amizades exclusivas? Posso namorar alguém que não partilha a mesma fé que eu em Jesus?
Então, como deve ser um namoro cristão? A primeira coisa que devemos entender é que, para começar a namorar, primeiro precisamos de ser bons solteiros. Muitas pessoas acham que, quando começarem a namorar, a vida delas ficará completa e, até isso acontecer, serão miseráveis. Este romantismo hollywoodiano não somente não é bíblico, mas também é altamente tóxico.
Declarações como: "tu és a minha vida", "tu és o ar que respiro", "se tu me faltares, eu morro"... são evidências de um profundo problema de idolatria romântica. O Dr. James Dobson, no seu livro Amor para Toda a Vida, alerta-nos para o perigo de basear decisões em sentimentos inconstantes: "O amor romântico é, por natureza, um sentimento flutuante. Ele vai e vem segundo as circunstâncias" (Dobson, 2004). Quando procuras uma pessoa para namorar, lembra-te de que não estás à procura da tua cara-metade. Tu não és metade de nada. Deus fez-te uma pessoa completa. E se há alguma coisa que te falta, não vais encontrar isso num namorado ou namorada: só vais encontrar isso em Deus. Nunca coloques noutra pessoa a esperança da tua vida. Ninguém tem a capacidade de suportar esse peso.
NASCEMOS COM “TENDÊNCIAS”? O QUE DIZ A CIÊNCIA E A BIOLOGIA
Vivemos num tempo em que nos dizem que "o coração é quem manda" e em que somos escravos de impulsos momentâneos. Mas será que "nascemos assim"? É fundamental esclarecer que a ciência não encontrou um "gene homossexual" determinante. O Dr. Neil Whitehead, cientista que dedicou décadas ao estudo de centenas de artigos científicos sobre o tema, afirma categoricamente no livro My Genes Made Me Do It!: "Ninguém nasce homossexual. A influência genética é limitada e não é determinante; os nossos genes não nos forçam a nada" (Whitehead, 2016).
As tendências sexuais envolvem várias áreas: temperamento, ambiente e experiências de desenvolvimento. A nossa sexualidade responde à nossa biologia e não ao nosso estado mental. Deus não comete erros; é um dos fundamentos da nossa fé. O Deus Criador, que colocou a Lua na distância correta para que a vida fosse possível na Terra, não errou no momento de te criar. Deus não errou ao fazer-te homem ou mulher.
Um dos principais problemas da autopercepção que é imposta hoje como percepção geral é que não há limites – e a loucura não tem limites! – vemos isso na realidade lamentável dos chamados therians, um grupo da sociedade que, como resultado da autopercepção descontrolada, quer ser reconhecido como animal. A biologia humana (macho e fêmea) tem uma finalidade intrínseca: os nossos corpos apontam para a complementaridade e para a vida.
O DESIGN DA FAMÍLIA E O PLANO ORIGINAL
Sempre que penso na questão da ideologia de género, volto ao propósito original. Em Génesis 2:24, vemos que Deus não criou apenas indivíduos isolados. Ele criou uma instituição: o casamento entre um homem e uma mulher. A família bíblica não é uma "construção social" passageira. É uma criação de Deus e o ecossistema ideal para o florescimento humano.
Muitos jovens perguntam: "Mas se eu sinto isto, não é porque Deus quer?". Precisamos de entender que vivemos num mundo caído onde os nossos desejos podem estar desalinhados com o plano original de Deus. Como o Dr. Dobson frequentemente ensina, as nossas emoções são indicadores, mas nunca devem ser os nossos guias supremos. Como tudo na vida da pessoa que segue a Cristo, temos de obedecer ao plano e propósito de Deus. Todos lidamos com pecados e inclinações contrárias à Sua vontade (que conheces na Bíblia), mas não é por "gostar" de algo que tenho de aceitar isso como normal na minha vida. Confia no plano de Deus, Ele sabe quem tu és e o que é melhor para ti.
“Só eu conheço os planos que tenho para vocês: prosperidade e não desgraça e um futuro cheio de esperança. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.” (Jeremias 29:11, NTLH). Assim como Deus conhecia os planos e o futuro para Israel, Ele também sabe quem tu és e o que é melhor para ti.
O AMOR COMO UMA ESCOLHA CONSCIENTE
Ao contrário do que as músicas sugerem, o amor não é um "acidente". Como afirma James Dobson na sua análise sobre a saúde das relações: "O amor não é apenas um sentimento; é um compromisso da vontade" (Dobson, 2011). Para escolheres melhor, não te guies apenas pela "química" inicial. Procura a virtude e o caráter na outra pessoa. Antes de dares um passo, pergunta-te: "Esta relação aproxima-me do propósito de Deus para a minha vida?".
A verdadeira liberdade não consiste em seguir todos os impulsos, mas em ter o domínio próprio para escolher o que é bom, belo e verdadeiro. "Não se conformem com os padrões e costumes deste mundo, mas sejam pessoas diferentes, através da renovação da vossa maneira de pensar. Dessa forma conhecerão o que Deus deseja que façam e verão como a sua vontade é realmente boa, agradável e perfeita." (Romanos 12:2)
CONCLUSÃO: A TUA IDENTIDADE ESTÁ EM CRISTO
No final do dia, a tua identidade não é definida pelos teus impulsos ou pelos teus sentimentos do momento. Tu és, acima de tudo, um(a) filho(a) de Deus criado com um propósito eterno. Confia no plano do Criador.
Entrega os teus afetos a Deus e confia que o Seu design para a família é o caminho para a plenitude. Tu és uma obra-prima planeada ao detalhe.
“Eu te louvo porque me fizeste de modo assombroso e admirável. As tuas obras são maravilhosas! Sei disso muito bem.” (Salmo 139:14, NVI)
Juan Cruz Alice
Pastor de Jovens
AD Almada
Bibliografia
Dobson, J. (2004). Amor para Toda a Vida. Rio de Janeiro: CPAD.
Dobson, J. (2011). O Amor Deve Ser Firme. São Paulo: Mundo Cristão.
Whitehead, N. & Whitehead, B. (2016). My Genes Made Me Do It! A Scientific Look at Sexual Orientation. USA: Whitehead Associates.
