Alguma vez olhaste à tua volta e pensaste: “Toda a gente tem algo de especial… menos eu”?
É mais comum do que parece. No filme Encanto, cada membro da família Madrigal recebe um talento mágico — superforça, cura, falar com animais, controlar o clima… todos menos a Mirabel. E o pior…, ninguém parece saber muito bem o que fazer com isso! Nem ela.
Ao longo da história, vamos
percebendo que, por mais talentos que existam, cada personagem carrega também
inseguranças, medos e expectativas que não consegue cumprir.
A Lua, por exemplo, está sempre a ajudar os outros,
mas por dentro sente-se esgotada. A
Isabela parece perfeita, mas está presa num papel que nem foi ela que
escolheu. E a Mirabel? Sente-se invisível.
Ignorada. À margem de uma família onde todos parecem brilhar… menos ela.
Soa-te familiar?
Talvez tu também já te tenhas sentido assim. Como se estivesses a mais. Como se os teus talentos não fossem “suficientes”. Ou pior — como se nem soubesses se tens algum.
Mas a verdade é que Deus não nos vê como os outros nos veem. E muito menos como nós próprios, nos dias em que só conseguimos ver falhas. Tal como Samuel ouviu acerca de David: "Mas o Senhor disse-lhe: ‘Não julgues pelo seu aspeto ou pela sua estatura. Não é esse aquele que eu escolhi. Eu não julgo da mesma forma que os homens. Estes fazem juízos de acordo com a aparência, mas eu olho para as intenções do coração.’" (1 Samuel 16:7)
Mirabel não tinha poderes mágicos, mas foi ela quem segurou a família quando tudo começou a desmoronar. O verdadeiro talento, muitas vezes, está na coragem de continuar quando ninguém vê. Está na capacidade de amar, de ouvir, de cuidar — mesmo quando não se é o “centro das atenções”.
Todos nós temos algum talento natural que pode ser útil, e Deus distribui dons diferentes a cada um dos Seus filhos – capacidades sobrenaturais para que a Igreja cresça e seja cada vez melhor. Em 1 Coríntios 12, vemos que todos somos parte do corpo de Cristo, a Igreja, e cada parte é essencial. O que tu tens pode não parecer extraordinário aos olhos do mundo, mas pode ser exatamente o que alguém precisa. Talvez o teu dom seja encorajar. Ou ser sensível ao sofrimento do outro. Talvez sejas bom a ouvir, ou a trazer paz onde há confusão. Nada disso é “pequeno” aos olhos de Deus.
A Bíblia reforça esta verdade: “Deus pela sua graça ofereceu dons diferentes para realizar bem certas tarefas. Assim se ele a uns deu a capacidade de profetizar, então façam-no de acordo com a sua fé. E se a outros deu a capacidade de servir de uma forma prática os seus semelhantes, que o façam num verdadeiro espírito de serviço. Se alguém tiver o dom de ensinar, que o faça com toda a dedicação. Se um outro tem o dom de consolo, que a sua pregação seja de molde realmente a consolar. Se for uma pessoa com posses, reparta com liberalidade. Se Deus lhe deu a habilidade de governar, faça-o responsavelmente. E se tiver o dom de ser bondoso para com os necessitados, deve fazê-lo com alegria.” (Romanos 12:6-8)
Não és um erro! Não estás atrasado! E não és menos importante por ainda não saberes o teu dom ou achares que não tens talentos. A tua identidade está segura em Deus — não nas tuas habilidades, mas no teu valor como filho amado.
Carla
Fialho
Academia BSteen 2025
AD Montemor-o-Novo e Vendas Novas
